
Por Minha Receita
Presença frequente em pratos orientais — especialmente no sushi — o kani é um daqueles alimentos que geram curiosidade logo de cara: ele é mesmo peixe? Pode comer cru? Faz bem para a saúde? De aparência inconfundível e sabor suave, essa iguaria conquistou espaço no paladar dos brasileiros e pode acrescentar um toque diferenciado para o seu cardápio.
Mas o que nem todo mundo sabe é que ele, também chamado de kani kama (a palavra significa caranguejo em japonês, e “kama” se refere à forma de bastão do alimento), teve origem na década de 70, no Japão, e passa por um processo de fabricação bem diferente dos frutos do mar in natura. E caso você esteja se perguntando, ele pode, sim, ser saudável — se consumido com moderação e da forma certa.
Qual é a origem do kani?
Vindo do Japão, esse alimento foi criado na década de 1970 como uma alternativa mais acessível à carne de caranguejo. A ideia era desenvolver um produto que imitasse o sabor, a textura e a aparência do caranguejo, mas usando peixes de carne branca. Portanto, o kani não vem do caranguejo, apesar de lembrar muito o crustáceo.
O que é kani e como ele é feito?
Ele é feito a partir de carne de pescados, geralmente de espécies como o caranguejo, alabote, pescada ou merluza, que são processadas até virarem uma pasta, conhecida como surimi. Esse processo envolve lavar, moer e congelar a carne, formando uma base que depois recebe corantes naturais (como o de carmim para simular o vermelho do caranguejo na parte externa do bastão), espessantes, claras de ovo e aromatizantes.
Após essa mistura, ele é moldado e cozido no vapor. Isso significa que, ao contrário do que se pensa, o kani não é cru — mesmo quando servido frio em receitas, ele já passou por cozimento, o que o torna seguro para consumo imediato.
É saudável comer kani?
Do ponto de vista nutricional, o kani pode ser considerado um alimento leve e prático. Em média, uma porção de 100g possui cerca de 93 calorias, 7g de proteínas e baixos níveis de gordura e carboidratos. Vitaminas como B12 e minerais como o selênio também fazem parte de sua composição.
No entanto, é importante estar atento: por ser industrializado e processado, o kani pode conter sódio em quantidades consideráveis, além de aditivos para conservar sabor e textura. Em conclusão, ele pode fazer parte de uma dieta equilibrada, principalmente se usado como complemento. Para mais dúvidas, consulte um(a) nutricionista para saber como incluir no seu plano alimentar.
Como preparar o kani?
Uma das grandes vantagens do kani é não necessitar de preparo especial, porque ele pode ser descongelado e utilizado imediatamente. Por isso, pode ser facilmente adaptado a uma diversidade de preparos, como:
- Sushi – o kani já faz parte do tradicional Califórnia Roll, então você pode tentar fazer uma versão dele na sua casa;
- Saladas – ele também pode ser desfiado e utilizado em saladas mais refrescantes, que utilizem também frutas, como a manga, em sua composição;
- Petisco – é possível preparar um molho, como o tártaro, e cortar os bastões de kani em cubinhos para consumi-los juntos;
- Pratos quentes – o kani vai muito bem em massas e risotos, principalmente se for refogado com azeite e temperos mais leves para agregar sabor ao prato.
Confira receitas para fazer em casa:
Experimente o Kani Kama Swift em saladas, sushis e petiscos
O Kani Kama Swift é um bastonete feito à base de pescados com sabor de caranguejo. Com baixas calorias, já vem cozido, congelado e embalado individualmente. É uma excelente opção para ser consumida como aperitivo, ingrediente de saladas, pokes ou como aperitivo para quem preferir comer puro.